Quiet quitting: mais do que demissão silenciosa, um movimento em busca de equilíbrio

Quiet quitting: mais do que demissão silenciosa, um movimento em busca de equilíbrio

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A "demissão silenciosa", ou em inglês quiet quitting, surgiu nos Estados Unidos, principalmente entre a geração Z, chegou ao Brasil no final de 2022 e está relacionado aos desafios enfrentados pelos profissionais desde a pandemia, que potencializaram a necessidade de manter em dia a saúde mental e física. 

 

Ao contrário do que parece, quem está aderindo a esse novo fenômeno não tem a menor intenção de pedir as contas. Isso porque o conceito vai além do fato de se estar ou não feliz no emprego, e de se demitir do cargo. Em busca de equilíbrio, uma das bandeiras defendidas é que os profissionais façam somente o que consta nas suas descrições de cargo, evitando longas jornadas e sobrecarga e estabelecendo limites claros entre vida profissional e pessoal. Notadamente, um dos catalisadores desse movimento foi a pandemia.

 

De acordo com levantamento recente feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), quase 3 milhões de brasileiros pediram demissão no primeiro semestre de 2022, em um movimento chamado de “The Great Resignation”, que começou nos Estados Unidos. No auge da crise da Covid-19, muitas pessoas também passaram a sofrer com ansiedade e depressão, transtornos mentais que, segundo a OMS  (Organização Mundial da Saúde) aumentaram 25% desde 2020.

 

Porém, o cenário é preocupante de modo geral, mesmo em um momento em que a pandemia se encontra relativamente sob controle. Segundo o instituto de pesquisa americano Gallup, apenas 21% dos profissionais se dizem engajados com o próprio trabalho. Outro dado relevante é que 53% dos respondentes da América Latina afirmaram sentir preocupação diária no ambiente corporativo, o maior percentual entre as regiões.


O que se conclui, é que o quiet quitting é um desafio sobretudo para as lideranças. A missão, como sempre, continua sendo atrair e reter talentos em suas empresas, manter o engajamento e a produtividade, e para isso precisam se questionar sobre a cultura que organização imprime no dia a dia das pessoas. Conceitos como saúde mental no trabalho e gerência tóxica precisam estar na pauta do dia, além de se criar mecanismos de feedback e comunicação efetivos que possam refletir o que se passa no lado silencioso das pessoas.

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